Negócios

Cenário

Contexto macroeconômico

A economia brasileira registrou, pelo segundo ano consecutivo, queda no Produto Interno Bruto (PIB), segundo o IBGE. A retração foi de 3,6%, acumulando uma queda de 9% desde o início da recessão econômica, em 2014. O dólar comercial fechou 2016 em queda de 17,69% frente ao real, cotado a R$ 3,2497, a primeira redução anual desde 2010. A produção industrial retraiu em 6,6% no comparativo com 2015, ano em que já havia recuado 8,3%.

O mercado de trabalho também foi afetado pela crise. Ao final do ano, o número de desempregados no país alcançou a marca de 12,3 milhões de pessoas – a taxa de desocupação média para 2016 foi de 11,5%, acima dos 8,5% registrados em 2015[1].

De acordo com o IBGE, o a inflação oficial acumulada foi de 6,29% – teto da meta do Governo Federal. O déficit primário acumulado do setor público alcançou R$ 154,255 bilhões – valor que representa 2,4% do PIB, o pior resultado da série histórica.[2]

Balança comercial

A balança comercial brasileira encerrou o ano de 2016 com superávit de US$ 47,692 bilhões, o maior já registrado na série histórica do indicador, iniciada em 1980. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foram US$ 185,244 bilhões em exportações e US$ 137,552 bilhões em importações.  

O desempenho histórico da balança comercial em 2016 se deve a uma queda menor nas exportações do que nas importações. Na comparação com 2015, as exportações caíram 3,5% na média diária enquanto as importações recuaram 20,1%.

Economia catarinense

Assim como ocorreu no ano anterior, 2016 foi desafiador para Santa Catarina. A indústria catarinense operou pelo segundo ano consecutivo com quedas na produção e nas vendas[1]. O estado registrou queda de 0,66% nas exportações, que somaram aproximadamente US$ 7,6 bilhões em 2016. Já em relação às importações, o recuo foi de aproximadamente 18%, atingindo US$ 10,3 bilhões.O saldo da balança comercial catarinense foi negativo em US$ 2,8 bilhões.

 

O principal produto exportado pelo estado foi novamente a carne de frango, seguida por carne suína e soja. Entre os importados, destaque para o cobre refinado e, na sequência, polímeros de etileno. Os Estados Unidos figuraram mais uma vez como o principal destino de vendas de Santa Catarina, com uma fatia de 14,8% do total exportado, seguidos pela China, com 11,4%. O estado diminuiu o ritmo de importações do país asiático, que segue como líder no ranking. Enquanto em 2015 a China respondia por 35% dos produtos que ingressaram no estado, em 2016, essa fatia caiu para 18,4%[2].